[...] vê como é belo e frágil o pensar daquela rapariga,
precisaria de um corpo mais sólido para sustentar a lealdade do olhar e não baixar os olhos perante o seu primeiro pensamento verdadeiro,
aquele que está a ter precisamente
viver é apascentar,
trazer, de novo, as imagens ao prado jubiloso
(p. 279)
não admira que, de repente, seu corpo se sobressalte, que o drama-poesia desça sobre ele num rapto, e que Baruch passe, em passos rápidos, pelo seu outro olhar _________________ não desvie esse olhar,
aconselho-a com suavidade
(p. 275)
o que ali se passa é na parte velada do corpo que se passa,
digo bem ________________________ passa, parte, velada, corpo
e digo «é para isto que o texto serve», naquele corpo disperso
há partes e, entre elas, uma parte velada por onde passa,
está passando, neste momento escrito, um não-visível, passar
não quer dizer desaparecer, quer dizer
cria nele um passamento inexorável, imprime-lhe movimento, o movimento de passar, no tempo e no corpo, tudo partes transitáveis,
(p. 277)
onde vais, drama-poesia?
m.g. llansol
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