por ter sabido prestar atenção aos mínimos recursos de sua língua.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
issaê
estamos aí
pro que der e vier
me chama queu vou
manda vê
o pano em mim
é um laço pra desamarrar
pro que der e vier
me chama queu vou
manda vê
o pano em mim
é um laço pra desamarrar
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
tortura
essa prova
me dá a lista
que eu vou
assinar e passar
é pra entregar
vai dar nota
tem que copiar
tem ter nome
copiar o quê
essa merda aí
me dá a lista
que eu vou
assinar e passar
é pra entregar
vai dar nota
tem que copiar
tem ter nome
copiar o quê
essa merda aí
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
bh, mg, br
saca só esse movi que tá rolando aqui:
http://www.hojeemdia.com.br/
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/01/462765.shtml
http://noticias.uol.com.br/
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
diário janeiro
essa ideia atrai: a cultura não é algo que possa ser preservado, já que depende do desejo das pessoas. cultura = contato. contato só com querer.
---
protegidas traições da conspiração cultura
- o que não está na moda pensando estar dentro dela
- o desconhecido no elevador
- aniversário esquecido
- resto de bolo
---
essas pessoas adornadas no exterior, na saída, no passeio
inventaram roupas
"obcecados com a ideia de centro",
disse a mari quando veio de visita
---
que contradição caminhar
quando estamos perdendo o que estava na frente
o que é ler? pode ser
continuar, pegar ou largar
---
o que é uma roupa? você já viu uma pessoa limpando a rua.
já viu?
---
essas carnes aguardadas com admiração.
---
VOU AMARRAR MINHA ÉGUA
---
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protegidas traições da conspiração cultura
- o que não está na moda pensando estar dentro dela
- o desconhecido no elevador
- aniversário esquecido
- resto de bolo
---
essas pessoas adornadas no exterior, na saída, no passeio
inventaram roupas
"obcecados com a ideia de centro",
disse a mari quando veio de visita
---
que contradição caminhar
quando estamos perdendo o que estava na frente
o que é ler? pode ser
continuar, pegar ou largar
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o que é uma roupa? você já viu uma pessoa limpando a rua.
já viu?
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essas carnes aguardadas com admiração.
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VOU AMARRAR MINHA ÉGUA
---
marina rb,
sem título
sábado, 16 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
/////////////////////////////////////
a gente ia sempre lá
insuportável
cheio de gente
adorava a nossa distância do resto
quando abraçava
tinha uma madeixa rodando no salão
insuportável
cheio de gente
adorava a nossa distância do resto
quando abraçava
tinha uma madeixa rodando no salão
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
o passo interminável
quer saber o que eu acho bonito de verdade na astrologia? é o uno estilhaçado que nem por isso deixa de ser uno. é o zodíaco ser simbolicamente tão disparatado e todotodo mundo ter esse disparate inteiro no próprio corpo e na própria vida. "somos iguais em desgraça".
[...]
isso é que eu acho beleza.
marcos visnadi, e-mail de sete de janeiro de dois mil e dez
hoje foi um grande dia de sol. peguei um veículo amarelo elétrico que me deixou em uma paragem inesperada. esperei consertar, mas não consertou. fui de metrô e no meio do caminho gritaram meu nome. gritaram meu nome pela primeira vez moro numa cidade que não é minha por perspectiva. assim, sem futuro ditador. o grito é dessa forma uma maneira alegre de boas-vindas. fui olhar uma piscina pra fazer natação.
aprovada. agora é acordar na hora certa, como sempre sozinho, e mais irrigação:
(acordei, tchibum!)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
o carro
já cá estamos
sua mãe te deu
uma estadia de três meses
no paraíso de dona flor
e seus dois maridos
flower power e ambos
vão ficar aqui
sua mãe te deu
uma estadia de três meses
no paraíso de dona flor
e seus dois maridos
flower power e ambos
vão ficar aqui
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
V
Existia alguma coisa para denominar no alto desta sombria
masculinidade. Era talvez um cego escorrer
de sangue pelos anéis e flores do corpo.
Sei unicamente que era a força da tristeza, ou a força
da alegria da minha vida.
Herberto Helder, O amor em visita, "A colher na boca"
(livro publicado na obra completa "Ofício cantante")
Existia alguma coisa para denominar no alto desta sombria
masculinidade. Era talvez um cego escorrer
de sangue pelos anéis e flores do corpo.
Sei unicamente que era a força da tristeza, ou a força
da alegria da minha vida.
Herberto Helder, O amor em visita, "A colher na boca"
(livro publicado na obra completa "Ofício cantante")
sábado, 2 de janeiro de 2010
All acts of insanity are the responsibility of the sane people, because the sane people are lazy and they could not spread wisdom through to the insane people, to give them some hope. This is how I look at it.
Yogi Bhajan
Yogi Bhajan
televisivos
intervalo da mosca na cozinha
tememos que algumas crianças
ainda estejam presas ali
-
a bala é a força do informe, passeia pela boca
na terceira geração de famílias milionárias
tememos que algumas crianças
ainda estejam presas ali
-
a bala é a força do informe, passeia pela boca
na terceira geração de famílias milionárias
Ana C. Bahia
abri o peito e então pensei: além mar. estouro borbulhante, babando mesmo, muito amor na boca do gargalo do peito!
há 2 horas · Denunciar
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
the man i love
"como separar a arte de acompanhar e de compor da arte de desaparecer?"
Um falcão no punho
Marcadores:
llansol
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
o grande barato de 2009
na discussão de bar sobre texto, agradeço a deus, ainda bem que podemos contar com isso. o assunto que foi afastado ultimamente é: "o texto é sozinho quando te carregas", um verso muito bonito, proposto como valor positivo. não foi selecionado.
aí + ou -
pensei hoje que falar sozinho não é se carregar. assim, estar sentado, pra escrever, tem um peso. ele se reflete na bunda ou nos ísquios. esse peso, carregá-lo, é ruim, dói. é ter uma sensação de estar sentado . falar sozinho aqui é deixar que se torne outro, mas radicalmente. hoje vamos falar com a serra elétrica.
Derrapagem | Slippage from mauro cerqueira on Vimeo.
-
essa impressora aí em cima é o futuro do universo. toda intenção é inconsciente, não excluíram o desejo. li outro dia o amigo duchamp e guardei: arte é a soma que se faz da intenção do artista, que sequer ele sabe, com a de quem recebe, assim de coração. o coração aberto é por minha conta. não quero o inconsciente de fora do dia-a-dia.
-
a classe média brasileira lê o inconsciente Veja. ou: a classe média brasileira lê o inconsciente, Veja. gramática duas por 10 compre já. mas as cadeiras estão cheias de jovens que levantam a cabeça enquanto leem. cuidado com o excluído, vai voltar e puxar seu pé!
-
não quero entender o preconceito com a expressão "falar sozinho", quando vejo que ela ainda pode ser lida no mau sentido. não entendo o preconceito com o ato de falar sozinho, quando hoje se fala de performance ou dança ou artes plásticas no sentido lato como uma ameba se mexendo. o campo da performance ainda é totalmente desconhecido, o que essas pessoas estão fazendo de próximo escapa ao nosso performático. elas estão fazendo, elas não param. vamos VER NO QUE DÁ/
falar sozinho ou sozinho falar, o que se prefira, está sendo uma MUDA grossa de planta, veja-se MUDA como aquilo que cê carrega de um lado para o outro - balançando, veja bem -
sem rumo - mauro cerqueira
e a muda vira sempre outra pra poder dar pro amigo levar também pro quintal da casa. no quintal da casa tem os filhos do vizinho que brincam com os irmãos mais novos e algum adolescente que não quis fazer careta. em santa teresa, na cidade de belo horizonte, a vizinha deixa bolo em cima do muro que é pequeno. é muito diferente do sion, a poucos quilômetros dali.
-
retomando:
NÃO É INTRIGA PÔ
CÊ QUE VÊ
TEM UM BATER NA TECLA
QUE NÃO É VÊ É BLOCO
-
eu deste então que escrevi isso pensei em blocos. cheios de lados, mas inteiros. faziam o bloco sem serem partes - uma parte só pode ser separada.
foi mais de uma vez que escutei júlia de carvalho hansen dizer: EU QUERO É BOTAR O MEU BLOCO NA RUA. totalmente demais. a gaja, ela está falando na direção contrária do que diz protect me from what i want. isso nos faz um bem danado, como marcos visnadi.
-
paulo nazareth também não quer se proteger. ele quer mais que chinelo: ele quer o pé. esse cara faz um apontamento a um delírio essencial sem acreditar em essência ou substância. uma planta de casa mesmo, fina pra ser projetada sem fim. uma arquitetura mundial que em seu interior permite o vai e vém dos chão.
-
o tradicional carnaval de rua deserta belo-horizontino. os blocos, é carnaval. teve uma hora que todo mundo saiu da rua deserta e foi pro caixa automático. veja o filme.
então voltando. então voltando. então voltando. volta então.
-
lados inteiros, porque bloqueiam. a parte separada está aí contrariada, porque é conjunta sim e não se arreda. podemos conversar sobre qualquer coisa, há sempre muito assunto.
-
com o povo do graveola e o lixo polifônico, digo que o mundo são papéis desencadernados. não quero o mundo, isso é absolutamente desinteressante e conservador. quero a muda. por isso vim a portugal. o graveola e o lixo polifônico no site disse: "conseguimos pela primeira vez cruzar as tortuosas fronteiras de nosso extenso estado pão-de-queijo".
(o cd aqui.)
-
ideia de separado lembra o clipe do foo fighters, "walking after you". eu via o clipe do foo fighters na sétima série, porque era o que passava naquele horário, pra não ter que estudar matemática: depois ficava com consciência pesada (aí era um clipe com a mesma música, "não estudei"). foi uma época assim como a modernidade.
a pessoa fica na cadeia da época, presa como refém de um sequestro de legitimadores. a banca da monografia da dissertação da tese. eu me sentia reprimido pela escola com donos de empresas & data producers dentro e fora da sala. não tinha recreio - tinha, mas eu não conseguia estar em recreio. era um mal-estar constante. llansol: "fomos às universidades, mas prometemos ficar calados".
será que se sentir enjaulado é desde o berço com telefone que avisa quando o bebê chora? é desde a mais tenra idade e eu nasci com isso?
carlos alexandre resume bem a questão das grades, vamos ouvir, é luxo. a marquise não chega aos pés de carlos alexandre, ele é monumental. vá para a cadeia. penso no graveola: "existo em você. um louco engano." são claramente os dois lados da canção operando uma superprodução. temos que ouvir.
o objetivo é a primeira música.
-
não é à toa a música eletrônica, é primitivista, mesmo que algumas pessoas vivam ela como a morte do imaginário (sem precisar gostar ou não, numa mania do neutro). por exemplo, há em dusty kid o desejo mais banal e corrosivo: mexer, trocar os lados sem querer com isso ser impositivo nas imagens, a parada só onde você estiver e ê sim.
é um grande modo de afloramento de várias paranoias imaginárias pela música. essa música permite vê-las de longe e dar tchau.
assim o último set dele aqui em lisboa. mas de novo dentro disso vão haver cerimônias. temos que estar preparados para saber receber isso de uma maneira calorosa, porque é importante. é um ato afirmativo eu quero. é um prazer. ninguém na buaty deveria ficar preocupado com isso. nós somos as pessoas que ficam paradas no semáforo, a buaty também tem luz vermelha, todo mundo viu, os sinais não enganam. se viver fosse, poderíamos estar fazendo isso tudo na rua com muito mais frequência?
por que o corpo deve sempre ser uma marca carregada de sentido?
por que devemos ser sempre decodificados? todo mundo sabe que os guardas dormem na fronteira.
banquete 1 - casamento
eu estou escrevendo falando a partir a partida
eu dou isso é verdade
eu li o livro rosa publicado da minha cidade aqui
não
mentira eu li no avião
ó: e tenho isso a dizer
é retirar uma toalha
no sentido de redescobrir
tirar de novo
encantar outra vez
assim reencontrando
uma nossa
o dividido (o coração)
tornou-se o ar
estamos respirando não nos esquecemos
eu dou isso é verdade
eu li o livro rosa publicado da minha cidade aqui
não
mentira eu li no avião
ó: e tenho isso a dizer
é retirar uma toalha
no sentido de redescobrir
tirar de novo
encantar outra vez
assim reencontrando
uma nossa
o dividido (o coração)
tornou-se o ar
estamos respirando não nos esquecemos
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
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