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segunda-feira, 5 de julho de 2010

a gente inventa

tenho certeza que você me diria para sair daqui se eu fosse flutuante ou escorregável como quem é nu



estar despido é sê-lo

a mudez de quem olha diz
seja - e a luz se faz

um espelho - seja



na herança de tudo isso,
há o complexo de maior ou menor

e, se não há o prevenido
há o que resta de bom do aflito

tocar é falar
calmo, de mistura,
voar não usa pente,

seja, não respeite,
desfaça, enconste,
vai lá

quinta-feira, 22 de abril de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

pão com geleia

introdução
intrigas: fui trocado pelos cereais
meus dias são feito
plástico e um caixão no meio do mato com as galinhas em cima
//
uma dor de cabeça
feita leitura a cabeçadas
agora se infiltrou espere um momento
agora
se influi
na questão acadêmica
eu não quero saber
todo mundo tem que ser gênio
dizem silenciosamente
isso é polifônico

tivemos que fazer um acordo com o sobrenatural
arregaçem as mangas
agora vamos sentir o momento amigos
eu não posso


desenvolvimento
//////////////////
madama matisse, uma mulata


senhoras e senhores
essa tinha bruxismo. nem vem
que não tem,
tava mastigando.

conclusão \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\

eu não vou me enterrar na frente do computador.
falta muito ainda do trabalho, eu sei.
mas só enquanto enxergamos
essa areia lá longe na praça

por que não ver que o vento
também passa e conseguimos
perceber que se ergue

/////////////////
eu trabalho é sobre tudo
era sobre o absoluto
e o maior, e mais de tudo
que passava na tv fazendo filme
agora meu trabalho é disco
de quem se assenta pra dar uma olhadinha
na minha nossa, pra quê
é uma inteira alegria
____________________________
continuamos adolescência
fluorescente rica em flúor
lendo mesmo onde não tem, porque
a maior insatisfação é ler
com quem pretende
ensinar,
porque o que se gosta
não tem nunca saber
pra essa gente
reuniões e prêmios
como se nós
quiséssemos uma só câmera no mundo
///////////////

esse foi indicação do marcos lá de jundiaí

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

avanti marinaio

por ter sabido prestar atenção aos mínimos recursos de sua língua.
 

domingo, 31 de janeiro de 2010

issaê

estamos aí
pro que der e vier
me chama queu vou
manda vê
o pano em mim
é um laço pra desamarrar

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

tortura

essa prova
me dá a lista
que eu vou
assinar e passar

é pra entregar
vai dar nota
tem que copiar

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

diário janeiro


essa ideia atrai: a cultura não é algo que possa ser preservado, já que depende do desejo das pessoas. cultura = contato. contato só com querer.
---
protegidas traições da conspiração cultura
- o que não está na moda pensando estar dentro dela
- o desconhecido no elevador
- aniversário esquecido
- resto de bolo
---
essas pessoas adornadas no exterior, na saída, no passeio
inventaram roupas 
"obcecados com a ideia de centro",
disse a mari quando veio de visita
---
que contradição caminhar
quando estamos perdendo o que estava na frente
o que é ler? pode ser
continuar, pegar ou largar
---
o que é uma roupa? você já viu uma pessoa limpando a rua.
já viu?
---
essas carnes aguardadas com admiração.
---
VOU AMARRAR MINHA ÉGUA
---

marina rb, sem título, xilogravura bicromática, 2008.

terça-feira, 30 de junho de 2009

otávio rosto cueca

o rosto pálido de meu vizinho aparece totalmente por acaso nos fins de semana.

o rosto de otávio
com os olhos inalteráveis
oi & oi

o rosto
daqueles homens
aqueles pálidos
calados

que não enrubescem

(como se as palavras oferecessem nitidez
homos que só assumiriam se fossem heteros

exatamente certa crença gay
de que o desejo se presta ao poder)

sem nossa pobre língua atual

otávio sofre uma ardência

misturada
medo antigo
tanto faz novo
otávio desaparece
otávio talvez jamais saberá
eu também

otávio certamente
tem uma linda cueca
não a mostrará
dedico-lhe textos
para estampá-la

lisa a amarrotar
na pele


algum dirá:
virgem ascendente capricórnio lua em peixes

outro assim:
lindonildo

quarta-feira, 24 de junho de 2009

me visto como eu me posso -- (mi puedo) é estranho como
há preguiça de roupas novas no armário

este armário ao lado
que o sol toca
quando não estou
deixo aberto
entra maldade
entra luz
entra poeira
menos roupa

sair para comprar algo
que deverá envelhecer novamente
tornou-se uma aventura
quero
roupas sem vitrine
brechós não-perfumados
sem virtude no preço

panos puros
sem cheirinho

impossíveis
ou a megastore xexelenta
ou a loja-conceito triste
precisando estudar filosofia

"tudo está longe, além-mar"
o preço da estética leve
mais leve ainda
oh que pena
vc não nasceu na europa
usa essa roupa no brasil
colônia pós-banho

e na rua, ao caminhar e esbarrar
as pessoas hoje secas nos olhos - -
dividas em partes pelo que vestem
parte de cima
parte de dentro
parte de fora
parte de baixo
baixo
pra cima
mais alto

as roupas entumescidas
a vista estrábica
oh as estações
rituais
transe

alguém elogiaria
diria imaginação
criatividade

veja esta calça
neutra
nera -
das profundezas do mofo
você cortaria
a etiqueta made in?

e diga-me, a blusa branca
o furo no peito
incomoda?
um bottom há dez anos
atrás

por que esse preto velho reprimido?
por que o laquê é usado só por alguns?
por que são todos iguais? especiais
originais
e as cópias
olhando pra eles!

casaco vinho
no chão da cozinha
blusa branca
cueca fina
cinto antigo
meia solta
cinta liga

no vazio do frio
a faxineira limpando
a passarela
passos na calçada
viaduto loja
mendigo moda conceito

comprar?
ganhei
emprestei
peguei
disse
achei
na casa do caralho
da dona baratinha

sexta-feira, 12 de junho de 2009

estudante

eu não sou
o que eu visto
não quero
que me vejam

pronto
pra sair

não quero
o que eu visto

se me verem
some logo

pronto

erro banal
fico sem

(tudo some)

sábado, 16 de maio de 2009

''''''''''''

Tesouras infensas
Intensas gaitas
Imensos
Si mesmos