segundo António Poppe, Tom Zé é a coragem de sair de si. vê-se que a música tem que trabalhar sobre ele para acontecer.
Advaita Vedanta -- culminar dos Vedas.
o Corão diz We are All Returning.
"o Herberto libertou-me de Portugal."
*
não escutam. parece que vão condenar qualquer um que sinta intensamente, se perdendo naturalmente nas próprias sensações e nos comentários sobre elas. as pessoas não entenderam, não há escapatória, principalmente eu.
se mover-se é ter corpo, o que é que estamos fazendo quando parados? é que corpo inevitavelmente esbarra contra as coisas. corpo sai do lugar sozinho.
*
o concerto dos Calhau!
no dia em que fiz todo aquele drama
o concerto dos Calhau!
das coisas que acontecem atravessando
o eu, esse paetê.
*
o uso de tais estampas na indumentária de quem deseja ter rosto ou transformar a máscara em rosto encontra-se num paraíso.
a psicodelia não exclui a libido. a proporção das músicas é espaciotemporal, com o nascimento de paisagens, espíritos, ou imagens fiéis aos segundos.
*
flores somos nós.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
cole sua foto aqui
olhe com cuidado contido
você se chama gesto, tá
fazendo um diante
de um sorria
você está sendo
o que você é que eu não consigo saber
-
as suas mãos apertam o joelho
você não consegue sair daí
porque você quer ficar mais um pouquinho
onde está a boca, ninguém sabe, tá
mais fechada, virada para o seu lado.
"eu não quero ouvir mais nada."
"não se fala mais nisso."
olhe com cuidado contido
você se chama gesto, tá
fazendo um diante
de um sorria
você está sendo
o que você é que eu não consigo saber
-
as suas mãos apertam o joelho
você não consegue sair daí
porque você quer ficar mais um pouquinho
onde está a boca, ninguém sabe, tá
mais fechada, virada para o seu lado.
"eu não quero ouvir mais nada."
"não se fala mais nisso."
domingo, 8 de maio de 2011
balança, por favor
eu dizia no meio da loucura
a música vai me direcionar
transborda
slevovitsa cachaça
de amêndoa? minha virilha sob a blusa a calça
e a maconha
bons drink
junto dum cara existente na claridade
ele faz fantasma de lençol, de papel,
um gráfico, uma parábola escondida com cálculos
esses de números
(i'm counting all the possibilities)
tchecos gritam na pista
delícia um lugar tão frio pra fora
música do perigo que há
no razoável
do chão
nesse, o vazio sou eu
não para ter a natureza
mas para descontrolar de novo
*
eu dizia no meio da loucura
ai coração leviano, eu sempre soube chegar no limite, observá-lo, e nisso a língua terrivelmente chama-me louco, chama-me,
sempre soube, as outras coisas é que tenho em aprender,
com dificuldade de escutar
o mundo
dificuldade de acreditar na ação no mundo, ou seja, mim mesmo,
de entender algo que estava aqui antes:
um furacão solto no mar um vendaval
sem ninguém que lá grite
dá recados de como se portar à mesa.
*
"nada vai me alterar."
"eu tenho concentração perfeita."
"às vezes parece que nada altera."
"o silêncio vai direcionar"
"no final de tudo"
"um gajo de forma colorida e leve que se veste e"
"abre os botões da sua camisa."
a música vai me direcionar
transborda
slevovitsa cachaça
de amêndoa? minha virilha sob a blusa a calça
e a maconha
bons drink
junto dum cara existente na claridade
ele faz fantasma de lençol, de papel,
um gráfico, uma parábola escondida com cálculos
esses de números
(i'm counting all the possibilities)
tchecos gritam na pista
delícia um lugar tão frio pra fora
música do perigo que há
no razoável
do chão
nesse, o vazio sou eu
não para ter a natureza
mas para descontrolar de novo
*
eu dizia no meio da loucura
ai coração leviano, eu sempre soube chegar no limite, observá-lo, e nisso a língua terrivelmente chama-me louco, chama-me,
sempre soube, as outras coisas é que tenho em aprender,
com dificuldade de escutar
o mundo
dificuldade de acreditar na ação no mundo, ou seja, mim mesmo,
de entender algo que estava aqui antes:
um furacão solto no mar um vendaval
sem ninguém que lá grite
dá recados de como se portar à mesa.
*
"nada vai me alterar."
"eu tenho concentração perfeita."
"às vezes parece que nada altera."
"o silêncio vai direcionar"
"no final de tudo"
"um gajo de forma colorida e leve que se veste e"
"abre os botões da sua camisa."
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
can't stop feeling now
Sorrow for letting someone else define you
Know who you are at every age
What impression am I making?
I see me as other people see me
There is no going back
I can't stop feeling now
I am not the same, I'm growing up again
I am not the same
I'm growing up again
There's no going back I can't stop feeling now
I had to fantasize
I was a princess, Mum and Dad were Queen and King
I ought to have what feeling?
I see me as other people see me
There is no going back
I can't stop feeling now
I am not the same, I'm growing up again
I am not the same
I'm growing up again
There's no going back I can't stop feeling now
Feeling Now
There is no going back, and
I can't stop feeling now
I am not the same, I'm growing up again
I am not the same
I'm growing up again
There's no going back I can't stop feeling now
I had to fantasize
Just to survive
I was a famous artist
Everybody took me seriously
Even those who did
Never understood me
I had to fantasize
Just to survive
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
tudo o que eu quero
as marcas são marcadas
verde claro quando
não há poluição
muita angústia na alba e no crepúsculo
de tanto novo e de tanto novo que vai
vir aqui não foi fácil, amigos,
sou muito menor que mundo
eu só quero
me abrir
sabe uma janela fechada
o que resta são choques
naturais porque a natureza é sufocante, é sim chocante
cara
descobri uma erva que deixa pequenino
como um galho você se aproximará
das nuvens do chão
- conhecer seres novos, seja a cidade ou a pessoa, tirou-nos da necessidade de ser alguém coerente,
por isso navegadores portugueses
não viram a necessidade como um espaço em que se assenta, uma sala de espera
*
aulas depois, o caderno colado na parede
a vontade de sair
me tirou da necessidade da coerência
que corrói
os veículos
corre, menino, foge,
cai
fora
verde claro quando
não há poluição
muita angústia na alba e no crepúsculo
de tanto novo e de tanto novo que vai
vir aqui não foi fácil, amigos,
sou muito menor que mundo
eu só quero
me abrir
sabe uma janela fechada
o que resta são choques
naturais porque a natureza é sufocante, é sim chocante
cara
descobri uma erva que deixa pequenino
como um galho você se aproximará
das nuvens do chão
- conhecer seres novos, seja a cidade ou a pessoa, tirou-nos da necessidade de ser alguém coerente,
por isso navegadores portugueses
não viram a necessidade como um espaço em que se assenta, uma sala de espera
*
aulas depois, o caderno colado na parede
a vontade de sair
me tirou da necessidade da coerência
que corrói
os veículos
corre, menino, foge,
cai
fora
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
não tinha ferro velho
locadora d bairro
gastos com o vídeo
vi de o vi de o vi de o vide o vi de o
o movimento de casa até a locadora
LOCADORA
ou voltando de algum lugar e
passando na locadora
LOCADORA
padaria
PADARIA
cachorro varanda ferro velho
FERRO VELHO
lixo
LIXO
escada pra subir
segurando a sacola dvd desconhecido
como um cachorro do vizinho
sinto muito UUUUUUUUUUUUU
gastos com o vídeo
vi de o vi de o vi de o vide o vi de o
o movimento de casa até a locadora
LOCADORA
ou voltando de algum lugar e
passando na locadora
LOCADORA
padaria
PADARIA
cachorro varanda ferro velho
FERRO VELHO
lixo
LIXO
escada pra subir
segurando a sacola dvd desconhecido
como um cachorro do vizinho
sinto muito UUUUUUUUUUUUU
sexta-feira, 16 de julho de 2010
sorrir ou não entrar
marcas escondidas
da sede de queixas
chamada social
que calor
marcas escondidas
da sede de queixas
chamada social
que calor
Marcadores:
otavio,
otávio,
vv vvv v vv "is joy illusive?"
segunda-feira, 5 de julho de 2010
sim
na obscura correria do que enloquecidamente chamam
dia-a-dia - cega sentença de repetição despreocupada -
o corpo não descansa
vivemos os espaços
ou com o que ganhamos, a curto prazo,
ou com o que temos de sempre, nada a conquistar
além do nada que nos ama
como se nascer fosse bem depois
e viver fosse de nada
quando andamos por aí
pra dar e vender
dia-a-dia - cega sentença de repetição despreocupada -
o corpo não descansa
vivemos os espaços
ou com o que ganhamos, a curto prazo,
ou com o que temos de sempre, nada a conquistar
além do nada que nos ama
como se nascer fosse bem depois
e viver fosse de nada
quando andamos por aí
pra dar e vender
a gente inventa
tenho certeza que você me diria para sair daqui se eu fosse flutuante ou escorregável como quem é nu
estar despido é sê-lo
a mudez de quem olha diz
seja - e a luz se faz
um espelho - seja
na herança de tudo isso,
há o complexo de maior ou menor
e, se não há o prevenido
há o que resta de bom do aflito
tocar é falar
calmo, de mistura,
voar não usa pente,
seja, não respeite,
desfaça, enconste,
vai lá
estar despido é sê-lo
a mudez de quem olha diz
seja - e a luz se faz
um espelho - seja
na herança de tudo isso,
há o complexo de maior ou menor
e, se não há o prevenido
há o que resta de bom do aflito
tocar é falar
calmo, de mistura,
voar não usa pente,
seja, não respeite,
desfaça, enconste,
vai lá
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sábado, 3 de julho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
o que agora vou dizer necessita da sua compreensão dos cajados
a derrubada do poder só se dá pela perda de fascínio com o pau
der
a existência de fascínio ao contrário com o pau
der do poder não vou dizer que não dói
ai
a existência de fascínio fascina mais que ainda
me lembro dos poderes encantados
esses dos namorados que requebram
com a existência de poder do pau
der
a derrubada do poder só se dá pela perda de fascínio com o pau
der
a existência de fascínio ao contrário com o pau
der do poder não vou dizer que não dói
ai
a existência de fascínio fascina mais que ainda
me lembro dos poderes encantados
esses dos namorados que requebram
com a existência de poder do pau
der
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domingo, 16 de maio de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
mas homem eles costumam não mexer
homem eles costumam não mexer,
das janelas pela manhã observamos o ônibus passar, nada
das portas pela tarde vamos ao supermercado ou almoçar, nada
depois vamos à aula
às vezes tem cinema
às vezes caminhada
mas o que eu gosto mesmo é de ficar olhando tudo, observando como as pessoas caminham indeterminadamente e ultimamente sem precedentes
e como são calmos e como são bonitos os homens calados, com suas malas
com uma aura as pessoas ocupadas fazendo algo de muito mais útil que o seu nas suas vidas as pessoas caminhando que nem a loucura calada de quem morre de medo
essa aura, há também no computador
sobre as teclas
mas há nos parques, nas casas, nas panelas, nos shorts, bermudas, nucas, braços masculinos, rostos femininos, mãos fortes sobre o queixo
*
todo mundo manda tomar no cu
tomar no cu,
uma fórmula poetada justamente no prazer de subjugar um homem que se humilha com a explosão do prazer do que um dia
resolveram só para a mulher que coitada tadinha dela né
gritando que nem uma puta a bicha louca cabeleireira
no meio da rua da cidade do interior
calado que nem um intelectual
desses que não casam
sobre a carreira com os olhos abertos - dança um pouco mais
o menino e uns móveis de madeira atrás
todo mundo brincava de esconder quando criança, rafael
ditadores do imaginário filhos duma puta
homem eles costumam não mexer,
das janelas pela manhã observamos o ônibus passar, nada
das portas pela tarde vamos ao supermercado ou almoçar, nada
depois vamos à aula
às vezes tem cinema
às vezes caminhada
mas o que eu gosto mesmo é de ficar olhando tudo, observando como as pessoas caminham indeterminadamente e ultimamente sem precedentes
e como são calmos e como são bonitos os homens calados, com suas malas
com uma aura as pessoas ocupadas fazendo algo de muito mais útil que o seu nas suas vidas as pessoas caminhando que nem a loucura calada de quem morre de medo
essa aura, há também no computador
sobre as teclas
mas há nos parques, nas casas, nas panelas, nos shorts, bermudas, nucas, braços masculinos, rostos femininos, mãos fortes sobre o queixo
*
todo mundo manda tomar no cu
tomar no cu,
uma fórmula poetada justamente no prazer de subjugar um homem que se humilha com a explosão do prazer do que um dia
resolveram só para a mulher que coitada tadinha dela né
gritando que nem uma puta a bicha louca cabeleireira
no meio da rua da cidade do interior
calado que nem um intelectual
desses que não casam
sobre a carreira com os olhos abertos - dança um pouco mais
o menino e uns móveis de madeira atrás
todo mundo brincava de esconder quando criança, rafael
ditadores do imaginário filhos duma puta
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
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