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domingo, 11 de dezembro de 2011

A flauta-vértebra

rio de janeiro, favela, de alguém que não sei quem, achei no jornal e salvei
A todas vocês,
que eu amei e que eu amo,
ícones guardados num coração-caverna,
como quem num banquete ergue a taça e celebra,
repleto de versos levanto meu crânio.

Penso, mais de uma vez:
seria melhor talvez
pôr-me a ponto final de um balanço.
Em todo caso
eu
hoje vou dar meu concerto de adeus.

Memória!
Convoca aos salões do cérebro
um renque inumerável de amadas.
Verte o riso de pupila em pupila,
veste a noite de núpcias passadas.
De corpo a corpo verta a alegria.
Esta noite ficará na História.
Hoje executarei meus versos
na flauta de minha próprias vértebras.


Vladimir Maiakovski,
1915,
tradução de Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

"tens uma vontade de luz" -- anotações sobre Einstein Von Calhau

segundo António Poppe, Tom Zé é a coragem de sair de si. vê-se que a música tem que trabalhar sobre ele para acontecer.

Advaita Vedanta -- culminar dos Vedas.
o Corão diz We are All Returning.
 "o Herberto libertou-me de Portugal."
 
*

não escutam. parece que vão condenar qualquer um que sinta intensamente, se perdendo naturalmente nas próprias sensações e nos comentários sobre elas. as pessoas não entenderam, não há escapatória, principalmente eu.

se mover-se é ter corpo, o que é que estamos fazendo quando parados? é que corpo inevitavelmente esbarra contra as coisas. corpo sai do lugar sozinho.

*

o concerto dos Calhau!
no dia em que fiz todo aquele drama
o concerto dos Calhau!
das coisas que acontecem atravessando
o eu, esse paetê.


*
o uso de tais estampas na indumentária de quem deseja ter rosto ou transformar a máscara em rosto encontra-se num paraíso.

a psicodelia não exclui a libido. a proporção das músicas é espaciotemporal, com o nascimento de paisagens, espíritos, ou imagens fiéis aos segundos.

*
flores somos nós.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

heliessidê

+
 
as plaquinhas de EVA, sobre que escrevi, em versão playground da casa da VOVÓ.




o popular corte das plaquinhas de EVA apresentado acima se assemelha claramente a um produto indispensável,
é mesmo o formato ampliado de uma cartela de LSD,
só que sem os desenhos geralmente colocados pelos laboratórios clandestinos. o LSD,
delirando o sentido, pode ser uma afronta a uma fobia, com imagens vividas melhor do que pensadas.

os antidepressivos de laboratórios milionários não é que fazem milionários tomarem ducha  fria
o ácido lisérgico
sim, uma ducha fria, o LSD,
e depois mais uma ducha fria,
tomará a ducha fria a medicina

dr. virgílio realizará
terapias psicodélicas, ou seja,
com a legalização de drogas como o LSD,

o doce,
amplamente utilizado pela classe média brasileira, assídua do asfalto e grande admiradora dos automóveis. minha senhora,

tem muita viagem errada,
a garotada pula, o pessoal gosta
mas viagem errada é igual
esperar dentro do balão
que voando vai estourar
e cair
num monte de gente sem ver
que você está caindo

em pessoas do mesmo sexo
pessoas do mesmo sexo, gays
lésbicas e simpatizantes

no Brasil, as pessoas desse grupo social, digo, classe média, e também de outros, frequentemente atuam como se a sinalização para pedestres
não existisse. 

pessoas a pé, sem plano de saúde, 
que sonho vamos nós sonhar que nos sonhe?


qual possibilidade viável? o homem é grande, construtor, espontâneo, médico,
como podemos ver

a favor da reunião das plaquinhas de EVA

AULA
colocar as plaquinhas de EVA
uma de cada cor na rua
e sair rolando por que não
rolar no dia-a-dia

dever de casa
crianças anotem
aí 1 estender,
2 agachar, 3
rolar o corpo na direção favorita
tirar foto


+

REUNIÃO
em vez de rolar na faixa de pedestre quando o sinal estiver aberto
vamos assinar o acordo acordeão acordem
pra todo mundo ver todo mundo rolando
pegando o corpo no asfalto as pessoas
ocupando a faixa de pedestre, já que
o pedestre tem corpo o pedestre vai ocupar



+

TV
por que não rolar no dia-a-dia?
as plaquinhas de EVA
amortecem ossos
que serão enterrados